JOGOS DE SQUASH PELO MUNDO

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sábado, 29 de maio de 2010

LESÕES NO SQUASH

Lesões no Squash


Segundo a literatura, ao contrário do tênis, o squash tem uma demanda metabólica muito mais voltada para o mecanismo aeróbico, no tênis o mecanismo é mais anaeróbico. Isto ocorre devido ao tamanho da quadra e pela dinâmica da quadra. Logo, devido à grande demanda cardiopulmonar que ocorre, é muito importante que um indivíduo com a intenção de iniciar a prática deste esporte faça uma avaliação física completa com eletrocardiograma, teste ergométrico, exames de sangue e outros que se julguem necessários, principalmente para indivíduos sedentários.






Por ser praticado em um espaço restrito e a bola ser rebatida com muita velocidade geralmente muito próxima do oponente, o squash pode causar algumas lesões não tão graves como simples hematomas, mas em certas situações podem ser causadas lesões mais graves como cortes no rosto pela raquete ou até mesmo lesões oculares que podem levar à cegueira, portanto, qualquer lesão ocular deve ser levada a sério e deve ser encaminhada para um oftalmologista.






Membro superior






Uma lesão relativamente comum no Squash é o tennis elbow, mas em comparação com os tenistas é uma lesão de caráter mais agudo, não chega a se tornar um problema crônico. As lesões de punho e ombro também acometem o jogador de squash, mas são menos freqüentes e ocorrem geralmente por erro na técnica ou no uso e escolha da raquete.






Membro inferior






Entre as lesões mais traumáticas para jogadores em geral estão os entorses de tornozelo e joelho pelas mudanças rápidas de direção e giros que o esporte exige. Para evitar este tipo de lesão é essencial que se ultilize calçados adequados, com sola de latex tranparente, que evita escorregões e preserva a quadra.






Também são comuns as tendinopatias do aparelho extensor, ligamento patelar, e menos comumente dos fibulares.






Entre os jogadores com mais de 35 anos começam a se tornar comuns as lesões musculares e lesões mais graves, como a ruptura do tendão calcâneo.






Tronco






A dor lombar é a queixa mais constante entre os jogadores e é o problema que mais tem os levado a procurar tratamento fisioterápico, principalmente o RPG que hoje somado a outras técnicas como, Pilates, Yoga e técnicas que utilizam bola Suiça têm apresentado ótimos resultados, pois a questão não é apenas equilibrar as tensões musculares como se faz com pacientes sedentários e sim trabalhar toda a musculatura de tronco para que ela apresente uma resposta estabilizadora da coluna evitando novas lesões. Além disso, trabalha-se também coordenação motora e propriocepção tudo isso dentro de um conceito de ajuste postural necessário durante a partida nas jogadas de maior estresse para as articulações e músculos.






Em estudo realizado no XXIV Campeonato Brasileiro de Squash a partir de questionário distribuido aos participantes foi constatado que a grande maioria das lesões ocorrem na articulação do tornozelo e em segundo lugar empatado, o joelho, o cotovelo e a lombar.






Em nosso serviço de fisioterapia a maior parte dos pacientes que são jogadores de squash chegam relatando dores na lombar, isso ocorre pelo excesso de movimentos com rotação de tronco somados à falta de preparo dos atletas, principalmente os atletas que jogam até na segunda classe pelo fato de que muitos deles possuem erros técnicos e táticos.


Outro fato que constatamos na anamneses dos pacientes que nos chegam é que os pacientes que alongam com freqüência e fazem um trabalho de fortalecimento conseguem prevenir lesões com maior eficácia em relação aos que somente jogam e não se preparam.






Todas as lesões podem ser prevenidas a partir de um trabalho que consista em fortalecimento, alongamento, propriocepção e treinamento de estabilização e ajuste corporal, pois não só podemos melhorar o equilíbrio e a força, como também se pode melhorar a resposta muscular para evitar, por exemplo, um entorse de tornozelo ou joelho que poderia ser causado pela demora da resposta de contração, havendo assim uma maior possibilidade de lesão.


Como Eu Trato


Baseado em minha experiência não poderia falar de outra patologia senão da Lombalgia no Squash causada muitas vezes por “over tranning”, por má execução do gesto esportivo ou ainda pelos dois motivos somados.






Quando o paciente chega a meu serviço após uma avaliação postural, uma avaliação do gesto esportivo e a coleta da história, percebemos que podemos diferenciar muito bem o paciente que está apenas com a parte muscular acometida do paciente que pode ter já um processo degenerativo instalado ou uma protusão dical.






O paciente que apresenta dor apenas após os jogos provavelmente tem um desequilíbrio muscular ou está exagerando nos treinos e jogos.






Já aquele que apresenta dor sentado, ou em alguma outra situação adversa do dia-a-dia, devemos suspeitar que pode haver alguma alteração crônica na coluna vertebral.






Nunca podemos deixar de avaliar o quanto fatores como, o posicionamento no trabalho, no sofá, na cama, carregando peso e outros podem influenciar no processo, pois quando trabalhamos com o esporte não podemos esquecer que o paciente não é atleta o dia todo.






Quando o paciente vem do médico geralmente já possui Ressonância Magnética e diagnóstico médico o que facilita muito nossa avaliação, mas as vezes o paciente vem direto para nós e se nega a ir consultar o médico, pois não acha importante. Devemos tomar cuidado com este paciente e principalmente sermos muito sinceros com ele, pois se ficou alguma dúvida sobre o quadro do paciente devemos inssistir para que ele se consulte com um medico.






A partir do momento em que temos uma avaliação bem feita podemos começar a trabalhar.






Num primeiro momento em que o paciente apresenta dor ainda me limito a utilizar técnicas de terapia manual e RPG, pois na maior parte dos casos em que o paciente apresenta apenas um desequilíbrio muscular o resultado é imediato e o paciente praticamente não precisa parar de jogar, em alguns casos os quais necessitem de resultados rápidos não vejo mal na utilização de eletroterapia, mas pessoalmente prefiro que neste caso se o paciente estiver disposto a fazer mais do que uma sessão por semana podemos aplicar nestes outros dias técnicas de terapia manual e alongamento que nos proporciona ótimos resultados.






A dor vai diminuindo a cada sessão e mesmo um paciente que faça o tratamento apenas uma vez por semana, num prazo máximo de 2 meses praticamente não teremos mais um quadro doloroso.


Bom! Neste momento começamos a falar de Fisioterapia Esportiva.






Muitos pacientes pensam que já estão sem dor e podem encerrar o tratamento e é aí que está a importância de orientar muito bem o paciente desde o início para que ele saiba que ele só está liberado do tratamento após um longo trabalho de reequilíbrio muscular.

FONTE: http://fisioterapiadesportiva.blogspot.com

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